Projeto Saíra-apunhalada

Projeto concluído em 2017

CR

A região centro-sul serrana do Espírito Santo abriga importantes remanescentes de Mata Atlântica, onde vive uma grande diversidade de plantas e animais. A região é considerada pela BirdLife International e SAVE Brasil como uma 'Área Importante para a Conservação das Aves' (Important Bird and Biodiversity Area - IBA) de atuação prioritária, sendo habitada por mais de 250 espécies de aves, 6 globalmente ameaçadas de extinção, entre elas a saíra-apunhala (Nemosia rourei), espécie de extrema raridade e restrita a matas bem preservadas.

A SAVE Brasil atuou entre 2005 e 2017 para assegurar a conservação das florestas das quais a saíra-apunhalada depende para sobreviver. Inicialmente as ações foram focadas no estudo da biologia básica dessa espécie, e em 2010 os esforços foram direcionados à para a criação de uma unidade de conservação que proteja o habitat da espécie. Através de uma parceria entre a SAVE Brasil, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo e o Instituto Estadual de Meio Ambiente foi elaborada uma proposta para a criação de uma unidade de conservação estadual na região entre os municípios de Conceição do Castelo e Vargem Alta.

A conclusão do estudo foi para a proposta de criação de um Refúgio de Vida Silvestre com cerca de 4.300 hectares. Em abril de 2016 ocorreram as consultas públicas para criação do refúgio, mas o decreto oficial ainda não foi publicado. Paralelamente a SAVE Brasil vem apoiando iniciativas de criação de reservas privadas na região. Com recursos do Programa PEP (Preventing Extinctions Program) da BirdLife International, entre 2013 2015, a SAVE Brasil desenvolveu ações com o objetivo principal de promover a observação de aves e o ecoturismo nas matas da região de Caetés, usando a saíra-apunhalada como espécie bandeira.


Principais resultados

  • Criação da RPPN Águia Branca (1.688 hectares) com apoio da SAVE Brasil
  • Elaboração, em parceria com o IEMA, dos estudos fundiários, socioeconômicos, físicos e biológicos para a criação de uma unidade de conservação na região de Caetés, entre o Parque Estadual de Pedra Azul e P. E. do Forno Grande.
  • Articulação junto ao Ministério do Meio Ambiente, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA) e Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA) para a criação do Corredor Ecológico da Saíra-apunhalada, que em junho de 2010 foi reconhecido pelo governo do estado como prioritário para a conservação da biodiversidade do Espírito Santo, por meio do Decreto nº 2529-R.
  • Realização de estudo sobre a ecologia da saíra-apunhalada que em 2006 conquistou o primeiro lugar, na categoria Pesquisa, do “Prêmio Ecologia”, uma iniciativa organizada pelo Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA).
  • Elaboração de um estudo do potencial socioeconômico da observação de aves na região de ocorrência da saíra-apunhalada.
  • Organização em parceria com o SEBRAE – ES do workshop: O Turismo da Observação de Aves na Região Serrana do Espírito Santo e sua Interface com a Conservação da Biodiversidade e a Geração de Renda, realizado em Vitória-ES.
  • Divulgação da importância da conservação da saíra-apunhalada durante a feira de observação de aves (AVISTAR – ES).

Apoiadores

American Bird Conservancy, British Birdwatching Fair, Funbio, Banco de Desenvolvimento da Alemanha- KfW, Ministério do Meio Ambiente, BirdLife International e Mohamed bin Zayed Species Conservation Fund.   

Saíra-apunhalada (Nemosia rourei). Foto: Ciro Albano