Refúgio de Vida Silvestre Ararinha-azul faz jus ao seu nome

A chegada de 50 ararinhas ao Brasil foi uma grande vitória do Projeto Ararinha na Natureza, do qual a SAVE Brasil participou até 2018, e reforça a importância das Unidades de Conservação criadas em Curaçá.

No dia 03 de março, 50 ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) chegaram ao Brasil, vindas da Alemanha, e foram para seu novo lar no Centro de Reprodução no interior do Refúgio de Vida Silvestre Ararinha-azul, em Curaçá-BA.

Ararinha-azul no criadouro Nest, em 2013.

Desde 2012, o Projeto Ararinha na Natureza atua em Curaçá desenvolvendo ações para implementar o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul, como restabelecer a vegetação da Caatinga e promover a educação ambiental nas comunidades.

Até 2018, a SAVE Brasil fez parte do Projeto, e realizou os estudos que embasaram a criação das unidades de conservação (Decreto nº 9.402/2018) com apoio da Vale. O objetivo principal do Refúgio de Vida Silvestre Ararinha-azul (29.986 ha) e da Área de Proteção Ambiental Ararinha-azul (89.996 ha) é preservar a caatinga para o retorno da espécie à Curaçá.

A chegada das ararinhas em 03 de março possui um significado especial, já que esse é o Dia Internacional da Vida Selvagem, que além de celebrar as espécies, também tem o objetivo de chamar a atenção para as principais ameaças à biodiversidade, como a perda de habitat e o comércio ilegal de animais silvestres, fatores que levaram a ararinha-azul à extinção na natureza. O último indivíduo foi visto em Curaçá em 2000, e desde então somente existem ararinhas em cativeiro. Em 2019, a espécie foi reconhecida pela BirdLife International/IUCN como Extinta na Natureza (EW).

A chegada das ararinhas na Bahia trouxe grande alegria para a SAVE Brasil!

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